domingo, 15 de maio de 2016

Produção de leite de cabra em qualidade e quantidade, com dieta com base em alimentos volumosos

É possível produzir leite de cabra em quantidade e de qualidade, utilizando-se uma dieta baseada no fornecimento de alimentos volumosos, complementada com concentrados. Como as pastagens cultivadas são a fonte de alimentos volumosos de menor custo possível, concluí-se que se trata de uma boa alternativa para a redução dos custos de produção.
Além disso, é preciso considerar que os caprinos, em geral, consomem muito bem as diversas espécies de gramíneas tipo de maralfalfa, pelo que se nota que estes animais têm uma preferência por plantas de folhas largas.
Quanto às espécies forrageiras a serem utilizadas, vale ressaltar que não existe uma escolha que possa ser indicada tecnicamente como ideal. O que se tem, na verdade, são diversas alternativas que vão ser mais ou menos adequadas para cada propriedade e para cada região do país. 
A maralfalfa por exemplo, apresenta mais de 4 variedades adaptadas a diferentes regiões, e pode ser considerado uma boa alternativa. Mas o produtor deverá levar em conta as diferenças sazonais de produção, que determinam variação de oferta de forragem ao longo do ano.
As pastagens cultivadas são a fonte de alimentos volumosos de menor custo possível.
Nos períodos de menor disponibilidade de forragem no pasto, é preciso fornecer suplemento volumoso de boa qualidade, no capril, como feno ou silagem, para consumo de acordo com as necessidades fisiológicas de cada faixa produtiva dos animais.
Outra questão importante é o conforto térmico dos animais, que determina aumento do consumo de alimento e, com isso, uma alta produção de leite. Em função disso, devem estar disponíveis abrigos e sombra.
Por fim, não se pode esquecer, com relação ao maneio a pasto, a presença de parasitas externos, e, especialmente, os internos. As cabras são muito sensíveis a helmintos gastrointestinais cujas larvas infectantes são encontradas de forma abundante nas pastagens. A redução da infestação pode ser conseguida através de rodízio dos animais pelos piquetes, com estabelecimento de um período de descanso no qual a população de larvas se reduz.
Na alimentação de cabras leiteiras, o uso exclusivo de uma pastagem de ótima qualidade pode permitir a produção de 2,0 a 3,0 L/dia/animal. Geralmente, isso é possível quando há oferta com sobra de forragem no pasto, o que, por sua vez, é conseguido com sistemas de pastoreio rotativo. Caso venha a ser usada a consorciação com algum tipo de leguminosa nessa mesma pastagem, é possível obter mais algum incremento, por conta do aumento da concentração de proteína e cálcio na dieta.
Para que os animais possam alcançar maior produção leiteira, é preciso utilizar suplementação com concentrado, visando a um aumento da concentração energética da dieta, buscando atender o requerimento nutricional das cabras. Isso quer dizer que maior produção por animal e maior produção por área só serão possíveis com o uso de concentrados.

sábado, 14 de maio de 2016

Redução de custos na criação de ovinos de produção de leite e carne

Os ovinos são animais ruminantes e devem ser alimentados com forrageiras de boa qualidade, produzidas a baixo custo. Um sistema intensivo de produção animal, com grande número de borregos produzidos durante o ano inteiro, ou um numero elevado de animais à ordenha necessita de alimentos de boa qualidade, o que pode ser conseguido através de uma produção vegetal eficiente. Deve-se planear o plantio de boas pastagens para as ovelhas, com correção de solo (acidez e fósforo) e aplicação de nitrogênio para aumentar a capacidade de suporte e o valor nutritivo da forrageira. Também é necessário o cultivo de forrageiras de corte para animais estabulados. Deve-se planejar o plantio de gramíneas de alta produção de matéria verde. A produção desse tipo de forragem, na propriedade, resulta na diminuição da necessidade de aquisição de farelos protéicos, que tem preço elevado. Isto tudo diminui o custo da alimentação, item de grande expressão no preço final, na produção do borrego para abate precoce, assim como diminui significativamente o custo da produção do leite. Os machos adultos, fora da estação de monta e ovelhas sem crias ao pé, até a parição, em sistema de uma parição por ano têm as suas exigências nutricionais plenamente atendidas se alimentadas exclusivamente com este tipo de volumosos de bom valor nutritivo. Todavia, animais em crescimento acentuado ou em atividade reprodutiva intensificada (intervalo entre partos de 8 meses ou menos), na fase final de gestação e na amamentação necessitam de suplementação alimentar com ração concentrada, devido à sua elevada exigência nutricional.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Plantação Maralfalfa IberiKa

No início da primavera de 2016 em meados de Abril, procedemos à plantação de 25ha de maralfalfa, a variedade IberiKa. Esta variedade tem menos percentagens de lininas numa fase tardia de maturação da planta assim como o diâmetro dos caules é significativamente inferior ao da variedade Europa22, as produções de matéria verde rondam as 85ton ha em cortes com 3 metros de altura.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Substrato de maralfalfa na produção de cogumelos e biomassa

SUBSTRATOS ALTERNATIVOS PARA PRODUÇÃO DE INÓCULOS DE PLEUROTUS SAJOR-CAJU ALTERNATIVES SUBSTRATES FOR PRODUCTION INÓCULOS OF Pleurotus sajor-caju Pleurotus é um importante cogumelo comestível de fácil maneio e adaptável a diversas condições ambientais, conhecido pelos japoneses como Hiratake e Shimeji, no Brasil, como cogumelo gigante, caetetuba, e, internacionalmente, como cogumelo ostra “Oyster mushroom” As espécies do gênero Pleurotus ocupam o segundo lugar em produção mundial, destacandose a China como primeira produtora. As principais espécies de maior importância econômica cultivadas são: Pleurotus ostreatus, Pleurotus sajorcaju, Pleurotus cystidus, Pleurotus citrinopileatus e Pleurotus flabellatus(FAEMG, 2012). A espécie Pleurotus sajor-caju foi descrita pelo indiano Yan Dai Ke e logo após difundida para outras partes do mundo sendo atualmente cultivada em muitos países (SILVA et al., 2007). É um cogumelo bastante encontrado em florestas úmidas tropicais e subtropicais (RETTORE et al., 2011). Características como rusticidade e alta eficiência biológica fazem com que se desenvolvam em clima continental de algumas regiões portuguesass além de ser conhecido pela sua capacidade de degradar uma ampla variedade de resíduos lignocelulósicos como substrato. Seu cultivo é realizado utilizando-se matéria orgânica proveniente da agricultura, nomeadamente a forragem maralfalfa, que pelo seu elevador teor de proteínas e lininas, assim como a elevada produção por m2, fazem com que este substrato se torne de baixo custo assim como acelera a sua deconposição para ser utilizado na produção de biomassa. O cultivo de Pleurotus sajor-caju apresenta vantagens como facilidade de maneio e produção, utilização de matérias primas baratas, resistência a pragas e doenças, rápido retorno ao investimento, crescimento em substratos Pleurotus sajor-caju são considerados na gastronomia como cogumelos comestíveis de primeira classe, além do seu sabor refinado, é um alimento rico em proteínas. Contem os nove aminoácidos essenciais para o homem, fonte de varias vitaminas incluindo vitamina B1, vitamina B2, niacina, biotina, vitamina C, além dos minerais como cálcio e fósforo. Apresenta baixo teor de lipídeos, representados pelos ácidos graxos essenciais como o ácido linoleico sendo assim, considerado um alimento saudável que trás benefícios para saúde humana. Considerando a importância da obtenção de substratos que sejam mais rapidamente colonizados e que apresentem uma colonização mais vigorosa, este trabalho teve como objetivo testar novos substratos para a produção de inóculo de Pleurotus sajor-caju visando encontrar alternativas baseadas no aproveitamento de resíduos florestais que reduzam ainda mais os custos da produção e também para que os consumidores tenham um preço mais acessível.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Preparação do terreno para plantação de maralfalfa, janeiro de 2016.

Preparação do terreno para plantação de maralfalfa em janeiro de 2016. 
1º Lavoura profunda
2º Gradagem com incorporação de matéria orgânica(estrume de bovinos)
3º abertura de regos com escarificador com bicos tipo andorinha
4º espalhar planta de maralfalfa pelo terreno( se estiver muito verde esperar cerca de 3 dias antes de cobrir com terra)
5º cobrir a planta com cerca de 3cm de terra.











quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Encomendas de plantas para campanha 2016 / Plant orders for campaign 2016

https://www.facebook.com/maralfalfaportugal/

email: maralfalfaportugal@gmail.com

Tel. +351 926006743 David Almeida

Entregas em todo país e Europa
Deliveries throughout Europe

Pastoreio direto em prados de Maralfalfa

 No caso de pastoreio direto, devemos colocar os animais quando as plantas já estiverem devidamente fixadas no solo, com um bom desenvolvimento do sistema radicular. A partir de 90 dias da germinação já podemos averiguar a possibilidade de colocar os animais para pastoreio.
É importante que o pastoreio seja de forma intensiva, onde o pasto tenha um período de 15 dias de pastoreio e outro período de 30 a 35 dias de descanso. Estes dias podem variar, tanto nos dias de uso como nos dias de descanso, dependendo sempre do factor climático e do nível de fertilidade do solo. Por isso é importante também a adubação de manutenção.

sábado, 3 de outubro de 2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Prado de Maralfalfa após corte para silagem

Foto1-Prado após 4 semanas após o corte

Foto2-Corte para silagem na Herdade Vale Lameira em Alcáçovas

A planta após o corte rebenta de forma uniforme, e o numero de rebentos também aumenta para cerca de 80 em cada 10cm2. Nesta altura deverá ser aplicado uma solução azotada de cobertura.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Maneio de gado bovino na pastagem de Maralfalfa

O maneio efectuado desta forma tem em vista o crescimento mais acelerado dos prados de maralfalfa, sendo bastante útil, ter vários parques para a rotação mensal ou quinzenal dos animais.

MANEIO DA PASTAGEM: O pastoreio deve ser feito quando a cultura atingir 1,00 m de altura, rebaixando-o até 60-70 cm. Evitar o super-pastoreio.

ALTURA DO PASTO NA ENTRADA: Os animais devem entrar no prado quando a planta estiver com altura de 1,70 a 1,80 m.

SAÍDA DO PASTO: Os animais devem sair do prado quando este atingir em torno de 1,00 m de altura, levando-se em conta o desfolhamento da pastagem. Deve-se deixar um resíduo de 15 a 20% de folhas, para permitir uma rebrota mais rápida. Normalmente não há necessidade de podar a maralfalfa após a saída dos animais do prado. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fertilização azotada

Fertilização azotada

    O azoto, pela mobilidade que apresenta no solo, é um nutriente cuja gestão se torna mais difícil, particularmente pela irregularidade das condições edafo-climáticas portuguesas.
    Dado o comportamento biogeoquímico do azoto, a sua gestão no sistema solo-cultura ou solo-rotação de culturas, é algo difícil de realizar com segurança. Por um lado, é praticamente impossível determinar com rigor a quantidade deste nutriente que um determinado solo é capaz de fornecer a uma dada cultura, ao longo do seu período de vegetação activa, e, daí, a dificuldade de calcular o montante adequado de azoto a aplicar através da fertilização. Por outro, o conjunto de transformações a que os compostos azotados estão sujeitos num solo normal conduz à formação de nitratos, altamente solúveis e sem capacidade para serem retidos no complexo de adsorção do solo e, por isso, facilmente arrastados nas águas de escoamento superficial e nas águas de percolação, perdendo-se, assim, para a produção agrícola e, pior que isso, contribuindo para a poluição das águas superficiais e das águas subterrâneas.”
    Para além dos fertilizantes minerais, a cultura da maralfalfa tem à sua disposição azoto proveniente da mineralização dos resíduos do corte anterior e ainda o que é libertado pela mineralização da matéria orgânica do solo. No caso de se efectuar a distribuição de efluentes orgânicos, é ainda necessário ter em consideração o azoto libertado, mais ou menos rapidamente, por estes produtos.
    A análise da evolução das necessidades da planta em azoto entre o fase das 10 folhas, mostra que a cultura está então particularmente apta a tirar partido do azoto disponível no solo, dado que o consumo neste período corresponde a cerca de 70% das suas necessidades. Passado este período, a capacidade da planta para absorver azoto diminui, não tirando partido de um teor elevado deste nutriente no solo.
    Mesmo que a cultura da maralfalfa não seja prejudicada pelo excesso de azoto no solo, a fertilização em excesso aumenta significativamente os riscos de poluição das águas por lixiviação dos nitratos, para além dos acréscimos que implica, nos custos de produção e na susceptilidade a doenças e pragas.
    Por razões económicas e ambientais, a fertilização azotada deve ser racional, obrigatoriamente adaptada às necessidades da cultura e à capacidade de disponibilização de azoto pelo solo.
    Nesta ordem de ideias, a adubação azotada deve ser estimada à partida e, se possível, acompanhada com correcções ao longo do ciclo cultural.

    2. CÁLCULO DA QUANTIDADE TOTAL DE AZOTO A APLICAR:
    O método do balanço azotado, acompanhado por dados da experiência local, ainda constitui hoje a base mais recomendável para o cálculo da adubação azotada da Maralfalfa.
    A aplicação desta metodologia toma em consideração os seguintes aspectos:
    · Necessidades de azoto da cultura da maralfalfa - com um carácter previsional, tendo em conta o objectivo de produtividade, que deve estar de acordo com as características da parcela, as condicionantes tecnológicas, as disponibilidades de água e a potencialidade climática da região;
    · Fornecimento de azoto à cultura a partir do solo - depende essencialmente da quantidade e natureza dos resíduos deixados no ano anterior, da mineralização da matéria orgânica, dos efeitos da aplicação de fertilizantes orgânicos e do precedente cultural;
    · Coeficiente de utilização do azoto aplicado no ano em causa, quer através de fertilizantes minerais, quer orgânicos - o valor deste coeficiente é variável. O fraccionamento adequado, as características físico-químicas do solo, a forma de aplicação do fertilizante e a condução da rega, devem ser factores a ponderar para uma melhoria na utilização do azoto disponível;
    · O aumento da mineralização das formas orgânicas de azoto no solo devido à rega;
    · O fornecimento de azoto originariamente contido nas águas de rega.

    3. AS DIFERENTES FASES DO CICLO CULTURAL E O CONSUMO DE AZOTO:
    O ritmo de absorção do azoto varia ao longo do ciclo cultural, da seguinte forma:
    · Até ao fase das 8-10 folhas, as necessidades são diminutas (menos de 10% do total absorvido), pois as raízes estão pouco desenvolvidas e o solo liberta pouco azoto (devido às temperaturas mais baixas registadas nesta fase do ciclo que retardam a mineralização);
    · A partir das 10 folhas, a absorção é muito intensa (60 a 70% do total absorvido);
    · A partir da floração, a absorção torna a ser mais baixa (20 a 30% do total absorvido).
    Durante o período da Primavera e Verão, a maralfalfa beneficia da coincidência entre período mais quente do ano, em que ocorre uma mineralização mais intensa do azoto, e o período em que as suas necessidades de absorção de azoto são mais elevadas.
    Em situações em que a mineralização ocorre precocemente (Março/Abril) sem que a cultura tenha ultrapassado a fase das 10 folhas, logo sem absorções significativas, existem riscos de poluição das águas por lixiviação, se as chuvas Primaveris forem abundantes. Nestes casos, convém reduzir as quantidades fornecidas em cada adubação, fraccionando-a o mais possível ou utilizar formas de azoto de disponibilização mais lenta.

    4. PRÁTICAS ACONSELHADAS:

    4.1) Fraccionar a adubação:
    · 30 a 50 unidades antes ou imediatamente após a sementeira;
    · a restante parte do azoto deve ser aplicado entre as 6 e 8 folhas, numa adubação localizada na entrelinha. Se esta aplicação não for enterrada, é possível fazê-la através de uma distribuição à superfície com nitrato de amónio ou ureia.